Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de março, 2020

Saudades...

Estamos vivendo um tempo difícil, em que não podemos beijar, abraçar, ir a shows, restaurantes, praças, festas e nem frequentar as casas dos avós. Nesse isolamento, percebemos o quanto é valioso um abraço, um beijo, até mesmo um aperto de mão e sabe por que estamos percebendo isso agora? Porque não damos o devido valor a essas atitudes corriqueiras e, quando não se pode mais fazê-las, é que vemos o quanto precisamos delas. A vida é uma só e devemos aproveitá-la da melhor maneira possível. Fique calmo (a), esse tempo difícil vai acabar e, com tudo isso que estamos passando, levaremos de lição que precisamos um do outro e que devemos dar mais valor às pequenas coisas e aos mínimos detalhes. Yasmim Barbosa Campos Capivari, 30/03/2020
O Tempo existe, ou passa a existir então. Tempo difícil. Ele presencia nossas angústias da solidão. Tempo parado no pensamento sofrido. Possível, agora impossível. Retornamos. Voltamos atrás. O Tempo não passa, e o toque não existe mais. Fomos avisados quando o Tempo ainda andava na calçada: comprando, passeando, trabalhando... Podíamos tocá-lo, cumprimentá-lo todos os dias como o porteiro na entrada. Não escolhemos morar no mesmo andar que ele, mas não tinha escolha. Era vizinho barulhento de dia, e à noite vivia batendo na nossa porta: pedia açúcar, sal e um abraço; às vezes, um colo. Não tinha idade, mas era rápido, estava sempre com pressa, mal víamos ele sair pelo portão. O Tempo era sozinho, mas ainda tinha todos nós, mesmo quando exageramos nos pedidos. Pedi muito ao Tempo, e tudo ele me deu, só que no tempo dele. Sobrecarregamos o tempo que tínhamos antes e agora o Tempo não tem mais tempo de lidar com a gente. Tanto pedimos e pouco doamos de nós mesmos. Não notamos quando ...
Tempos difíceis chegaram, né? Não sabemos mais como será o dia de amanhã, não sabemos até quando estaremos aqui... que tal pensarmos em viver o hoje? Dizer que ama hoje, se abrir hoje, conversar hoje; não digo para sair da sua casa e ir a um barzinho com os amigos, temos diversas redes sociais ao alcance, ligue, mande uma mensagem; amanhã pode ser tarde demais para querer conversar. Enfim, usem álcool em gel, lavem bem as mãos, saia de casa só se necessário, e assim proteja quem está ao seu redor, e principalmente os idosos e pessoas do grupo de risco. Maria Luísa Roveroto de Souza Capivari, 26/03/2020.

O que será que nos espera logo ali na frente?

O que será que nos espera logo ali na frente? Agora, nesse instante passageiro, somos incerteza, medo e um pouco de solidão? O que será que nos espera logo ali na frente? Haverá futuro para nós? Para todos? Agora, nesse instante breve e frágil, somos incerteza, medo e um pouco de solidão. Ou seria silêncio apenas? Alguns de nós, privilegiados, estamos em nossas casas, reclusos, assustados, é verdade, mas protegidos. Mas e os outros? Os tantos outros que não podem parar? Haverá futuro para eles? Para todos eles? Havia futuro para eles antes disso tudo começar? E se o problema não for a pandemia, o coronavírus? E se o problema for a desigualdade brutal com a qual nos acostumamos diariamente? E se o problema formos nós? Nosso egoísmo, nossa indiferença, nossos ressentimentos, nossa arrogância,  O que será que nos espera logo ali na frente? As redes que já nos distanciaram serão capazes de nos fazer comunidade e trazer união? As redes pelas quais tantas mentir...